Crítica: X-Men Apocalipse.

A primeira pergunta que me fiz quando assisti a X-Men Apocalipse foi o porquê das criticas negativas ao filme. Recentemente o universo de filmes de super-heróis tem recebido muita atenção de diversos críticos. Isso é natural, pois temos diversos filmes do gênero durante o ano todo e cada um faz mais sucesso que o outro. Mas qual o motivo de tentas criticas negativas? Batman Vs Superman foi um dos maiores alvos de criticas desse ano, e agora X-Men recebe um campanha negativa para denegrir a imagem da franquia. Não quero defender o diretor ou a forma como ele executa suas ideias nos filmes, mas se pararmos para analisar podemos chegar a conclusão de que Marvel pode estar tentando recuperar os direitos sobre os mutantes no cinema, isso faz sentido e não é piração da minha cabeça.

O universo dos X-Men’s é rico e possui diversos elementos, personagens e histórias que podem ser adaptadas em filmes e seriados. Apenas imaginem uma série da Netflix contando origem de diversos mutantes, realmente seria um sonho. Isso seria ótimo para os fãs, teríamos produções bem melhores e com mais conteúdo só pelo simples fato da Fox não produzir elas. Entre Fox e Netflix, eu escolho Netflix de olhos vendados. Não é por desmerecer a outra produtora, mas é que o serviço de Streaming passa mais segurança depois de Demolidor e Jessica Jones. Porém eu não acredito que para o cinema seja bom a Marvel manter o direito de tantos filmes. Isso cria um padrão para todos as produções cinematográficas e tira a diversidade do tom de cada um. Como eu disse na minha critica a Guerra Civil, precisamos de renovação e não mais a formula padrão para o sucesso que a Marvel utiliza.

Sem mais teorias de conspiração, vamos a critica de X-Men: Apocalipse.

xmen-gif-magneto.gif
Cuidado com os spoilers!

Você não precisa ter lido as HQ’s para sentir a nostalgia ao assistir o filme. Basta ter visto o desenho animado que passava no SBT, X-Men Evolution. A hora do almoço era sagrada em casa e até a minha avó (que adora X-Men e Game Of Thrones) assistia comigo. Foi com esse sentimento que fui assistir ao filme e acabei me surpreendendo em alguns pontos e me divertindo. É claro que nem tudo é perfeito, senti uma falta imensa do desenvolvimento de outros alunos da escola para mutantes. Deveriam ter trabalhado mais essa questão de estudantes que são rejeitados pelo mundo por serem diferentes tendo que se tornar heróis para salvar os que o rejeitam. Espero que Bryan Singer pare de patinar e encontre uma forma correta de adaptar essa escola de mutantes.

Um dos maiores problemas do filme é o roteiro que é carregado de clichês que a própria franquia criou. A rápida apresentação alguns personagens que o publico já está familiarizado é legal, mas ainda assim muitos desses continuam sem um rumo ou são mal aproveitados. A Mistica (Jennifer Lawrence) se tornou um tipo de inspiração para os jovens mutantes, o que tira uma das melhores características dela, que é ser uma vilã. Além disso o filme não se dá ao trabalho de explicar o motivo da Mistica estar atrás do Noturno (Kodi Smith-McPhee), que provavelmente é por ele ser filho dela. Essa falta de ‘tempo’ para desenvolver as relações e explicar algumas mostra uma grande falha nesse roteiro, pois o mais importante entre os mutantes é a relação deles, pois essa são as suas motivações. Psylocke (Olivia Munn) e o Anjo (Ben Hardy) quase não possuem falas no filme e praticamente estão na trama para participarem das cenas de ação. O que é um desperdício, pois o Anjo morreu em uma cena totalmente desnecessária (lembra do clichês que falei?) e não veremos outro mutante assim tão cedo, e sinceramente se não for para dar uma história e sentido ao personagem é melhor que seja esquecido. Minha esperança é que Psylocke seja aproveitada em novos filmes dos mutantes, de preferencia o do Deadpool.

tumblr_o27i8bVgnv1r6vy8ho1_500.gif
Uma pena tamanho talento e caracterização serem desperdiçados.

O filme também tem seus lados bom, como Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) que desde X-men: Primeira-Classe dão vida e sentimentos aos seus personagens. É impressionante como conseguimos sentir na atuação de McAvoy toda a dor do Xavier nas cenas de luta mental contra o Apocalipse. Outros grandes destaques são Jean Grey (Sophie Turner) e Ciclope (Tye Sheridan) que funcionam muito bem juntos, diferentemente dos antigos atores Famke Janssen James Marsden que interpretavam os personagens. Espero que no próximo filme Ciclope já esteja pronto para começar a liderar os X-Men’s e que a relação dele entre o professor Xavier seja explorada e trabalhada.

E é claro que eu não poderia deixar de falar da melhor cena do filme: a do Mércurio (Evan Peters). Tenho certeza que vamos ver muitos filmes dos X-Men’s que contenham uma cena assim, cada vez maior e mais elaborada. Toda a ação e coreografia construída (ou seria destruída?) foi muito bem planejada e executada. Talvez seja a única cena do filme que recebeu 10 vezes mais atenção na hora da edição e sincronização. Agora só falta o Bryan aplicar isso no filme todo.

 

Dont-Worry-Another-Fantastic-Sequence-X-Men-Apocalypse.gif
Sem dúvidas esse Mércurio é melhor que o de Vingadores 2.

Apesar de alguns erros de sequencia e personagens mal aproveitados, X-Men Apocalipse entrega um filme divertido para o publico que sabe aproveitar os elementos e histórias de suas produções anteriores. O que precisamos é de menos Bryan Singer e mais Matthew Vaughn, diretor do X-Men: Primeira-Classe, que na opinião de muitos é o melhor filme de toda a franquia.

Anúncios

2 comentários sobre “Crítica: X-Men Apocalipse.

  1. Pingback: Sorvil

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s