Critíca de Warcraft: O encontro de dois mundos.

Por anos os fãs de quadrinhos sonharam em tudo o que temos hoje em dia, filmes e séries de super-heróis que cada vez está mais popular e tem atraído um publico maior de diferentes gostos, mesmo que nunca tiveram lido uma HQ. Mas agora está chegando a hora dos fãs de vídeo-games terem seu universo de jogos retratados de maneira fiel e bem feito nos cinemas. Estamos presenciando um crescente investimento em filme jogos, iniciativa que tem partido das próprias desenvolvedoras de games. Warcraft estreou dia 02 de Junho e já tem dado o que falar, e no final desse ano teremos Assassin’s Creed, que vem aumentando aos poucos a ansiedade dos gamers. Seria esse o começo da nova era dos jogos no cinema?

Depois de vergonhosas adaptações como Resident Evil (2004 – 2007 – 2010 – 2012), Hitman (2007 e 2015), Mortal Kombat (1995), Príncipe da Pérsia (2010) e Doom (2005), acabamos por sofrer traumas demais com tamanha falta de fidelidade e respeito aos grandes títulos. Isso acaba deixando os jogadores de vídeo-games céticos a novas tentativas de trazer grandes franquias para o cinema. A pergunta que não quer calar é: qual o motivo para esses filmes derem errado? Talvez a ausência dos desenvolvedores originais das franquias ou a falta de conhecimento na história do jogo por parte dos roteiristas e diretores. Seja o qual for deve começar a ser mudada, afinal ainda esperamos filmes de God of War Uncharted, além de muitos outros títulos que merecem uma adaptação decente para o cinema.

Sem mais delongas, vamos a critica (ou analise) de Warcraft: O encontro de dois mundos.

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 Abaixa que é tiro, porrada e SPOILER!

Talvez um dos projetos mais ambiciosos que eu já conferir para uma adaptação de um jogo é Warcraft, e que acabou sendo um dos problemas do filme. É necessário uma dosagem correta entre cenas de ação e apresentação de personagens, e claramente alguns são simplesmente jogados na história dispensando uma apresentação ou explicação da sua motivação. O que não torna o filme ruim, mas o deixa exclusivamente para jogadores ou admiradores da história do jogo. Várias perguntas são deixadas para trás ou esquecidas, e acredito que as respostas e explicação foram cortadas na edição do filme. E esse é um problema que só vem crescendo, afinal já é a terceira vez que reclamo (Batman Vs Superman e Guerra Civil sofreram deste mal).

A grande questão que pode estragar o filme é a indecisão que ele tem entre atender os fãs ou atender ao publico em geral. Alguns personagens que são apresentados no longa exige um conhecimento sobre a história do jogo, e ao mesmo tempo outros são bem explicados mas não desenvolvidos ou a caracterização deixa a desejar. Isso é muito ruim para o filme, pois ele precisa agradar um desses públicos. Se a ideia é ter uma trilogia, o diretor e produtores precisarão decidir o que será feito e qual o público alvo do filme.

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O elenco tem sido criticado por alguns, principalmente a atuação de Anduin (Travis Fimmel de Vikings), mas que me agradou bastante por já estar acostumado com o ator. Achei que o personagem dele conseguiu um alivio cômico espontâneo em certo momentos, além de conseguir passar várias emoções. Khadgar (Ben Schnetzer de A Menina Que Roubava Livros) é um mago que nos chama a atenção, mas o roteiro deixa pontas soltas na sua história e perguntas sem respostas, como por exemplo o motivo dele ter fugido do seu treinamento como mago. Quem acabou sendo uma surpresa é a Gorona (Paula Patton de Missão Impossível: Procolo Fantasma), que além de ser carismática e ter uma história interessante é bem desenvolvida durante o filme.

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A melhor coisa que o filme pode nos oferecer é a computação gráfica e os efeitos especiais, que são belíssimos! E em nenhum momento isso incomoda a quem está assistindo, pois é tudo muito bem executado e detalhado. As cidades e ambientes são um colírio para os olhos, vale apena conferir em 3D. As cenas de batalha são bem realizadas, e uma das coisas que deixam essas cenas melhores é o fato dos Orcs terem um real peso, e não serem apenas seres animados de CGI (problema que percebi em alguns momentos de Guerra Civil). A batalha final é brutal, com direito a membros cortados e muito sangue verde. Então como World of Warcraft tem muitos jogadores maiores de 16 anos, eles não vão se sentir assistindo um filme de criança ou da Disney.

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Apesar de tudo, Warcraft conseguiu agradar a muitos, e se tivesse mais tempo de desenvolvimento de personagens a história teria ficado melhor. Espero que a bilheteria ajude para que aconteça um próximo filme, e que nesse não aconteça mais esses erros.

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