Crítica de Esquadrão Suicida – A gloriosa era de depredação da DC.

Aparentemente a DC conseguiu conquistar o titulo de Geni nas adaptações de HQs para o cinema (se você não sabe o que significa isso, por favor clique aqui e escute a música). Qualquer produção que está sendo lançada com a logo da empresa entra na mira da ‘crítica especializada’ e recebe uma enxurrada de julgamentos, mérito que ela mesma vem conquistando ao longo do tempo. Já está mais do que provado que os cortes que os produtores do estúdio pediram em Batman Vs Superman foram a ruína do filme em termos de bilheteria e critica, a comprovação disso é assistir aos 30 minutos adicionais da versão Blu-ray do filme e comparar com a versão do cinema. Quem assistiu só a versão estendida aprova o filme com muita mais facilidade do que quem foi assistir no cinema.

Esquadrão Suicida não tem um problema que impeça você de assistir ao filme e se divertir, mas com certeza a crítica teria recebido melhor se novamente os produtores não pedissem para que o filme fosse mudado. Tudo isso foi um reflexo da cagada que fizeram em BvS e da recepção que o filme teve.

Sem mais delongas, vamos a crítica que contém spoilers do filme.

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Cenas exclusivas de uma das reuniões para denigri a imagem de Esquadrão Suicida.

Desenvolvimento e tom do filme. 

Nesse quesito eu devo dizer que o filme é simples e não se esforça muito para entregar uma história complexa, o que é bom. Essa simplicidade no roteiro pode incomodar alguns, mas não chega a incomodar e fazer odiar o filme. Afinal, não é necessário uma super conspiração para entregar aos telespectadores, e principalmente os fãs, um conteúdo que vá trazer diversão. O desenrolar da história flui de forma espontânea e trás novidades para nós, isso mesmo se você acha que viu tudo nos trailers está engando. O vilão do filme tem um peso e ameaça grande, o que é fundamental para a motivação de alguns personagens.  As piadas e o tom do filme são bem legais e descontraídas, feitas no momento certo e de maneira correta sem parecer forçado, exagerado ou repetitivo. Algumas piadas podem passar despercebidas sem causar uma risada para quem assistiu a todos os trailers.

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Os alívios cômicos no filme não tiram a seriedade dele, pelo contrário, ajuda a mostrar as características de alguns personagens.

Os personagens. (The bad guys)

A primeira coisa que pode decepcionar é a falta de espaço para alguns personagens no filme. Quem tem mais destaque é a Arlequina, o Pistoleiro e Rick Flag. Amanda Waller, El Diablo e Magia tem um pouco mais de cenas para mostrar suas características e habilidades, mas nada comparado ao trio que se destaca. A Katana, o Crocodilo, o Coringa e o Capitão Bumerangue brigam por um pequeno espaço dentro das cenas de ação, aparecendo bem menos do que o esperado. Isso chega a ser um problema? Para mim o único problema foi dar destaque demais para o Pistoleiro (parte do problema é a falta de afinidade que tenho com Will Smith como ator) e deixar de lado personagens interessantes como o Coringa e a Katana. É claro que no caso do Coringa já era previsto isso, pois o marketing que o filme vendeu em cima do personagem fez com que todo mundo esperasse muito mais dele. Basicamente tudo o que víamos em propagandas, reportagens e entrevistas não foi aproveitado ou aprofundado no cinema, e a própria Arlequina consegue ser mais interessante que o Coringa.

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Nem sonhe em ver essa cena no filme.

Arlequina e o Coringa.

Sabe todo esse “mimimi” na internet por causa da forma que o Coringa trata a sua companheira no crime, Arlequina? Foi totalmente desnecessário. No Esquadrão Suicida o relacionamento dos dois é diferente das fotos dos bastidores em que ela apanhava, chegando a mostrar que único ponto fraco do Joker é o seu sentimento pela Arlequina, por mais que seja sentimentos doentio e possessivo. No filme essa relação é mostrada mais no ponto de vista da Arlequina, ou seja, é quase um príncipe sociopata salvando uma donzela maluca. Portanto, não é possível medir gravidade e problematização do relacionamento dos dois, seja isso para o bem ou para a frustração de todos. Mas ainda há muitos filmes para mostrar muito mais deste casal que conquista o publico.

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Nessa cena, é perceptível que a intenção do Coringa era matar a Harleen Quinzel. Mas ele muda de ideia e pula pra salvar ela.

Os cortes do filme.

Não é a primeira vez que reclamo disso e nem parece ser a ultima, mas novamente erraram na edição final. Os cortes deixam algumas cenas jogadas e outras faltando complementação (se você assistir a versão estendida de Batman Vs Superman, por exemplo, as lacunas são preenchidas para dar mais entendimento a história). No caso dessas cenas cortadas acredito que dariam mais aprofundamento nos personagens e na trama da história. Talvez até pudêssemos ver um filme diferente, mais sério ou mais detalhado.

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Concluindo, os erros não tornam o filme intragável ou te impede de assistir. Não tenho dúvidas de que a Arlequina vai te conquistar. Só espero que a Warner Bros. Entertainment/DC pare de retirar a liberdade dos diretores nos seus filmes, pois o que mais tem acontecido é os produtores pedirem mudança nos filmes poucos meses antes da sua estreia. E isso, aparentemente, é o que tem estragado os mais recentes filmes da DC. Que Mulher-Maravilha seja uma exceção de tudo isso.

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2 comentários sobre “Crítica de Esquadrão Suicida – A gloriosa era de depredação da DC.

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